Cristiano Araújo aparece como um dos nomes mas citados no Facebook

face-editada-verticalO cantor Cristiano Araújo, de 29 anos, que morreu em um acidente de carro, em Goiás, foi citado na retrospectiva do Facebook com um dos assuntos mais comentados no país neste ano. Divulgado na quarta-feira (9), o balanço traz o nome do sertanejo como o 4º mais citado em publicações da rede social, de janeiro a dezembro, ficando atrás dos nomes “Dilma Rousseff” e “Luiz Inácio Lula da Silva” e do termo “Escândalo da Petrobras”.
De acordo com a assessoria de imprensa do Facebook, a morte do sertanejo apareceu na retrospectiva em função do destaque que teve nas conversas entre os usuários da rede, assim como outros temas, como os ataques terroristas em Paris e o escândalo de corrupção na Fifa, órgão responsável pelo futebol mundial. Também aparecem na lista os sertanejos Jorge e Mateus.

O acidente que matou Cristiano Araújo ocorreu na madrugada do dia 24 de junho, em Morrinhos, quando voltava de um show em Itumbiara, no sul do estado. Além do sertanejo, a namorada dele, Allana Moraes, de 19 anos, também morreu.

Os outros dois ocupantes, o motorista, Ronaldo Miranda, e o empresário Vitor Leonardo, se feriram e foram levados ao hospital, mas tiveram alta dias depois.

cris-allanaInvestigação
O acidente que matou Cristiano Araújo e a namorada ocorreu por volta das 3h10. O condutor perdeu o controle do veículo 21 minutos após fazer uma parada em um posto de combustíveis, a cerca de 57 km do local do capotamento.
O motorista foi indiciado e denunciado por duplo homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e o processo segue tramitando na Justiça de Goiás. Dados recolhidos da “caixa preta” da Range Rover do cantor mostram que o motorista estava a 179km/h cinco segundos antes do acidente.
O delegado responsável pelo caso, Fabiano Henrique Jacomelis, disse, ao concluir o inquérito, que o motorista foi negligente e imprudente, mas avaliou que ele não cometeu o ato intencionalmente.
“Houve o crime de trânsito, ele agiu com negligência no momento que transitou com as rodas não originais, com danos, e imprudente por dirigir em excesso de velocidade”. Contudo, ele avaliou que, apesar de saber dos riscos, o motorista não teve a intenção de matar o casal.
Segundo o delegado, condutor negou ter feito o consumo de bebidas alcoólicas, o que foi comprovado em uma análise, e que estivesse falando ao celular ou dormido ao volante. Porém, Ronaldo confessou que seguia acima da velocidade permitida na via, que é de 110 km/h.

De acordo com a perícia realizada no ponto em que o carro saiu da pista, a via estava em boas condições. Por isso, segundo o perito criminal José Luiz Macedo, não havia fator na rodovia que pudesse contribuir para o capotamento.